Carol Cavassa

Há uma menina, uma jornalista, uma criança, uma mulher, uma carioca, uma apaixonada, uma brasileira... Há tanto dentro de mim...

4.19.2010

Se permita!

Como já disse em algum texto que escrevi sobre minha mãe - ela nunca foi uma mãe convencional - ponto. Diante disso, nunca recebi muitos conselhos convencionais. Começo meu post de hoje tecendo este comentário, porque só agora, aos 26 anos, resolvi seguir uma dica que ela já me dava desde os meus 15 anos, devido a grande ansiedade que sempre tomou conta da bonitinha aqui. O conselho era o seguinte: "Filha, não fica planejando muito as coisas, viva, permita-se mudar de opinião, não crie expectativas demais, pois sem elas, não há decepção"...

Esse lance de caprichar no planejamento, criando expectativas demasiadas sempre me causou problemas, sejam de natureza abstrata ou não. Whatever... Desaprendi a fazer planejamentos a longo prazo, e isso inclui planos para o fim de semana. Nem adianta me perguntar na quinta-feira o que farei na sexta, pq eu não sei. Faço o que me dá vontade na hora, e isso tem me trazido surpresas bastante agradáveis.

Como ando meio reclusa há algum tempinho, neste fim de semana, senti vontade de barbarizar, porém, ando envolvida num ciclo vicioso de preguiça, que me impede de ir à Lapa e adjacências, ou em praias da Zona Sul, como normalmente faço. Neste sábado, acordei vagarosa, enrolei bastante e resolvi ir à praia da Barra com papai. Para os que não sabem, meu pai é uma figura engraçada demais, com 51 anos e mente de 35. Sair com ele sempre me rende boas risadas, e dessa vez não foi diferente, inclusive, porque as pessoas acham que ele um daqueles tios suquitas que pegam garotinhas alpinistas sociais. Mas então, no sábado, lá fomos nós, com nosso isoporzinho repleto de Boemias, alguns aperitivos e é claro, o companheiro inseparável do meu pai - Sr. cavaco.

Posso resumir que tive um sábado de outono aprazível. Muito bom. Eu e meu pai, meu pai e eu, juntos, trocando ideias, rindo, apreciando a natureza, bebendo, tocando e cantando, (ele tocando, é claro), tendo aquela ligeira sensação de que "nada melhor do que não fazer naaadaaa"... À noite, resolvi novamente, dar trela pras minhas verdadeiras vontades, e fiquei em casa, com aquela moleza pós praia danada de boa.

Ontem, domingo, para dar seguimento ao fim de semana não planejado, resolvi aproveitar mais um dia em família, e seguimos à Ilha de Paquetá para relembrar os velhos tempos (dele) e prestigiar a galera do Terreiro de Breque - grupo de samba de boêmios inveterados e meus amigos - que tocam na ilha todo terceiro sábado do mês. Chegando lá, outra surpresa:além da roda de samba, também pude prestigiar o lançamento de um livro super interessante sobre a vida e obra de Paulo César Pinheiro, com a presença de músicos ilustres do samba. Cara, foi demais. Divertido demais da conta.

Voltei revigorada para essa delícia de semana curtinha...

É isso! Para não terminar o texto sem alguma conclusão, digo que a vida sem roteiro vale muito mais. Experimentem!




1 Comentários:

Blogger Tathiana Braga disse...

Amigaa, que fim de semana delicioso! Imagino como deve ter sido bom "nao fazer nada" com seu pai... Vou propor um programa desses ao meu, mesmo achando super impossivel =)

Beijocas

3:17 PM  

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