6.24.2009

Diploma, ter ou não ter!

Creio que muitos estudantes, recém formados ou profissionais já consagrados no jornalismo devem estar muito aborrecidos, decepcionados e inconformados com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Depois de 40 anos a obrigatoriedade não existe mais no Brasil. É! por oito votos a um, os "senhores" do STF decidiram anular o decreto Lei - 972/1969 instituída durante o regime militar.

Além de assistir a decisão que é um verdadeiro retrocesso das conquistas para o jornalismo, temos que ouvir o discurso patético do senhor Gilmar Mendes ao comparar o jornalista a um cozinheiro. Digo patético, porque a comparação é realmente infeliz, já que uma coisa não tem nada a ver com outra. Enfim, meu intuito não é defender minha profissão desmerecendo outras. Mas que é patético, isso é.

Desde a última quarta-feira, o debate sobre o assunto aumentou, muitos tem esboçado opiniões sem nexo ou conteúdo. Os que são contra a obrigatoriedade, defendem que o jornalismo por ser uma atividade intelectual, pode ser exercido por qualquer cidadão afirmando que a exigência do diploma fere os preceitos de liberdade de expressão, conquistados e promulgados na Constituição brasileira.

Por outro lado, estes "pensadores" esquecem que a lei 972/1969 prevê que profissionais de outras áreas possam escrever artigos específicos, sendo, então, colaboradores do veículo de comunicação, o que derruba tal tese de que existem restrições ou qualquer tipo de censura à liberdade.

Estes também esquecem que o jornalista é cidadão, trabalhador, assim como outros e que também tem direito as leis trabalhistas importantes, antes indefinidas. Entre elas, a jornada especial de cinco horas, pagamento de horas extras, piso salarial correspondente com a carga horária, além de planos de saúde, transporte e cesta-básica. Ah, e os mesmos nem imaginam essa sentença atende, na verdade, aos interesses dos monopólios. Liberdade total para as empresas. Poder absoluto ao patronato.

Outro fato importante que também parece ter sumido da cabeça dos que são contra o diploma é que além do nível cultural do profissional, é necessário que o mesmo tenha fundamentos técnicos ensinados somente durante a graduação, ora bolas.

Sendo assim, para escrever uma reportagem não basta apenas ter domínio da Língua Portuguesa ou saber articular bem os pensamentos, fatos e ideias. É preciso juntar tudo isto com as técnicas de apuração jornalística, que ajudam a melhorar a qualidade das informações que são difundidas. Por isso, jornalismo não é só talento, é um ofício.

Portanto, deixo aqui minha indignação, não só com o "Senhores" do Supremo, mas com todos os cidadãos desinformados. Peço que antes de defenderem ou condenarem algo, procurem saber, ler e se informar a fundo, para que não falem besteiras, sem coerência ou fundamentos.

Tenho esperanças que este quadro seja revertido, e caso o STF decida não revogar o caso, para mim e muitos outros jornalistas, todas as teorias e técnicas abosrvidas durante a graduação, continua valendo à pena.
Valendo muito.


Desabafo de uma semi-jornalista com diploma!


6.17.2009

Citação!

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. "

Clarice Lispector

5.28.2009

Time is money?

Tenho pensado muito em dinheiro. Em seu poder de manipular as pessoas, o mundo, as instituições, os princípios, as vontades e até mesmo os sentimentos.Quase tudo na vida está relacionado a números. A existência é quase exemplicada por estatísticas.
Se o seu negócio está há 26 anos no mercado, é reconhecido e respeitado.
Se o seu apartamento possui 452m², ah, ele vale muito.
Se um jornal tem a tiragem de 100 mil por dia, é considerado o de melhor conteúdo.
Se o camarada tem duzentos e trinta e doze cursos de aperfeiçoamento no currículo, é contratado na hora.
Se a sua conta tem de fato 9 dígitos, você é um sujeito bem-sucedido e em ascensão.

Enfim, ficaria horas exemplificando como a vida é pautada por números.

Apesar disso, nunca quis ser rica, ou vislumbrei ter barcos, helicópteros, ilha de caras, mansão em Búzios ou uma cobertura na Vieira Souto.
Na verdade, a minha relação com o dinheiro é muito contraditória, pois apesar de acreditar que ele não está diretamente ligado à felicidade, eu trabalho muito para te-lo e gasta-lo.
Gasto à toa, compro baboseiras, presentes, pago cerveja pros amigos, enfim, uso sem moderação. Não sei o que é guardar dinheiro e já me arrependi por isso algumas vezes, é claro. É obvio que nos momentos de futilidade eu faço aquele velho questionamento - Será que seu seria mais feliz se tivesse uma conta hiper-mega-premium de nove dígitos altos?
Logo percebo que esta pergunta tem resposta sim, pois logo após as crises existenciais dinheirísticas, me conformo e vejo como o $$ não me completa.

Me sinto privilegiada por saber viver e entender a simplicidade que para alguns parece tão complexa.
Sim, eu tenho amor, de verdade, incondicional e me sinto feliz, porque mesmo sem satisfazer um desejo fútil de comprar um vestido novo de três em três dias, eu me conformo e volto a sorrir.
Em meia hora eu encontro a alegria na risada de um amigo, na piada do desconhecido, na lambida da minha cachorra ou na ligação à cobrar da melhor amiga. E diante disso, só ratifico que dinheiro não qualifica felicidade.
O tipo de felicidade que ainda procuro não é a que o dinheiro pode trazer, mas como sou normal, e viver é caro pra caramba, se os números decidirem que chegou a minha hora de deixar de trocar seis por meia dúzia, eu aceito com gosto.
Enquanto isso, faço apenas o que preciso fazer, feliz, com o pouco que tenho, que é muito mais do que muita gente com nove dígitos na conta jamais vai conseguir ter.
Todo o amor do meu coração vale o mundo :)

Aquele Amor!

Ela pertence à espécie de mulheres que possuem um só amor em toda a sua vida. Ou amam de verdade apenas uma vez. Seria espécie de mulheres ou a maioria assim o é, mesmo sem o saber?Também há homens de eterno amor, embora o machismo e as deformações de sua cultura e comportamento nem sempre os convença de tal. Ou não convença a maioria. Ou será que o fato de serem colocadores de semente por determinismo biológico os leva a não prestar a devida atenção à sua destinação para o amor?No meio da conversa ela diz, de repente, que só gostou de verdade de um homem e eis que vai buscar lá entre papéis amassados, daqueles que esturricam o couro das carteiras, não um mas três retratos dele, que espalha, qual cartas de baralho, sobre a mesa do restaurante. E fala dele com a mistura de ternura e tristeza que assaltam as mulheres que não lograram viver com o seu amor, casar-se com ele, ter seus filhos, viver em função dele e dela, unidos, pois esta é a verdadeira vontade e destinação da mulher: viver ao lado do verdadeiro amor.Sim, elas vivem de modo proibido se necessário, casam-se com outro, têm filhos, os amam fundamente, mas a verdade de seu ser é a do amor verdadeiro, até porque mulher vive para amar e por amor, o resto se ajeita. Podem até deixar seu amor dormitar por anos e parecer serenado. Volta, porém a qualquer apelo ou menção do nome dele, encontro fortuito na rua com um conhecido dos tempos do namoro ou da relação.Como são comoventes e lindas na sua integralidade bíblica as mulheres quando expressam para os demais ou para si mesmas, o amor de suas vidas ou quando consultam, escondido, os retratos guardados, recortes, flores secas, a memória úmida das restantes lembranças em momentos de silêncio e solidão! Abençoados sejam, porque são, os homens e as mulheres que na passagem por esta vida receberam um dia de alguém, ou deram, um amor único, original e definitivo. Abençoados sejam e para todo o sempre. Como o amor que existe apesar de todas as ternas e dolorosas circunstâncias que não impedem a sua verdade mas em muitos casos esmagam a sua plena realização.
Artur da Távola.

5.26.2009

Mais presságios...

Há tanta delicadeza nos finais das tardes de outono, que quando o sol encerra o seu expediente, caminho em direção à paisagem que quero reter e enviar pra você em pensamento, como quem embrulha um presente.

Marla de Queiroz*

5.13.2009

Tipo Twitter 2!

Hoje correndo atrás do amanhã e depois!

5.12.2009

Tipo Twitter

Não quero que a saudade me faça acordar com o olhar mais triste do que já tive.

5.08.2009

Obrigada, mãe!

O que dizer às vésperas do dias das mães?

Bom, posso começar dizendo que só de pensar no significado de ter mãe ou de um dia ser uma delas, já dá vontade de chorar.

Todos dizem, ou melhor, todas dizem que uma mulher só entende o verdeiro significado do que é ser mãe, quando se torna uma delas.

Entendo e concordo, porém, tenho o instinto materno tão aflorado, que já consigo sentir pelo menos um pouquinho de emoção ao pensar e refletir sobre o que uma mãe representa em nossas vidas.

E não adianta, a mãe do fulano de tal pode ser super moderna, gentil, menos preocupada, ou mais tranquila em relação aos horários e alimentação, mas a melhor mãe do mundo é sempre a nossa!

Mas se é pra falar de mãe, eu falo da minha, não é mesmo?

Começo abrindo um grande parentese: MINHA MÃE É LINDA, então, preciso agradece-la , pois se não fosse isso, eu não teria a mesma beleza de herança. Desculpa, às vezes me falta a modéstia.

Hmm, a minha mãe nunca foi muito convencional, sabe? É aquela mãe do século XX. Sempre trabalhou fora, correu atrás, se virava nos 30 pra cuidar da nossa educação, da alimentação, das roupinhas, de verificar os deveres de casa e as reclamações da professora, entre outras coisas. Hoje vejo que não foi nada fácil.

No inicio da infância, a "ausência" da minha mãe em casa durante o dia, me fez sofrer bastante, já que na saída da escola, meus coleguinhas sempre eram buscados pelas suas respectivas mamães. Mas com o tempo eu fui compreendendo que ela nunca estaria ausente, pois sua cabeça e coração estavam sempre com a gente. ( tá, eu to falando pelo meu irmão também).

Graças ao estilo mamãe da vida moderna, eu aprendi a cuidar das coisas muito cedo. Sempre soube que os pratos, copos e roupas lavadinhas não surgiam do nada. (Calma, não fui explorada), só fui ensinada. Também sou muito grata por ela ter sido sempre tão pé no chão, por ter me ensinado a dividir, a ser solícita, prestativa e leal.

Lembro da euforia da sexta-feira. Eu já acordava feliz, só de saber que no dia seguinte ela seria só nossa!

Era quase um ritual, acordar e ficar na cama até meio dia, agarradinhos com ela, contando as peripécias da semana, brincando, depois vinha o "café da manhã", almoço fresquinho, bolo de chocolate e lanchinhos à noite. hmmmmmm...

Olhos marejam...

Domingo era bom também, mas no fim da tarde começava a tristeza. Mas ela, sempre sábia, nos agradardava ainda mais. Passava a tarde inteira vendo tv, todos os programas do Silvio Santos, rindo, fazendo cafuné, e da-lhe mais bolo de chocolate!

Segunda começava tudo de novo... esqueci de dizer que ela sempre dava os 5 minutinhos a mais na hora de sair da cama!

Minha mãe também era daquelas aventureiras, vez ou outra, ela cismava de fazer programas meio radicais e nos levar à praias distantes.

Ahhh minha mãe, engraçada demais, sorriso sempre no rosto, nada de raclamações sobre a vida, disposição total, guerreira, chatinha com estudos só de vez em quando, super cozinheira, amorosa, nada de grude, mas muito amorosa.

Fazer uma retrospectiva da nossa vida não é fácil. Me faltaria espaços.

São tantas alegrias, lágrimas, berros....

Mas quanta paciência ela teve... na minha pré-adolescencia, quando eu pensava ser a dona do mundo.

Santa mãe...

O que mais tenho a dizer?

Que sou privilegiada, por ter sido tão desejada, amada, cuidada e preparada por ela...

Mãe, te amo, te amo, te amo, te amo!

Você é minha... pra sempre... estamos ligadas por um amor que transcende...

E isso nunca vai acabar...

Sou grata por tudo e sempre serei e sei que você sabe disso, por que as mães, compreendem até o que os filhos não dizem....

















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